Uma viagem de aproximadamente 1h30m, que parece passar depressa demais quando o objectivo da viagem é apreciar a paisagem, que por vezes, mais parece que estamos a olhar para um quadro que foi retocado vezes sem conta até alcançar a perfeição.
Depois de colar os olhos no vidro do comboio, já não há nada que me faça desprender daquela visão tão bela (bem apenas quando surge o pica para pedir o bilhete).
Vêm-se os barcos, com os pescadores lançando as suas redes esperando que aquele dia seja melhor que o anterior e que venha cheia de peixe, pois aquele é o seu ganha pão.
Olho as margens e os montes que parecem imóveis no tempo. Mais um pouco e junto a uma pequena elevação do rio provocada por um amontoar de pedras a toda a largura do rio aprecio os pequenos saltos dos peixes na água.
O dia estava brilhante com o sol no seu melhor, a reflectir toda a sua luz na água do rio, que criava um espelho para o céu se ver.
A viagem continuava e eu de tão embuído nesta atmosfera de beleza nem me apercebi que a viagem estava no fim.
Restava-me voltar um dia para voltar a apreciar estas raras belezas da vida.

